Blog do Josias de Souza

Oposição usa as armas do PT contra os petistas
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Josias de Souza

O ajuste fiscal de Dilma Rousseff promoveu no Congresso uma inusitada inversão de papeis. A oposição, tratada pela CUT como algoz dos trabalhadores por ter ajudado a aprovar na Câmara o projeto da terceirização de mão de obra, decidiu dar o troco ao PT na mesma moeda. Mandou confeccionar cartazes iguais aos que a central sindical petista usou para atacar os rivais. No alto, o vocábulo “Procurado”. No meio, as fotos de congressistas do PT. No rodapé, o crime cometido contra o trabalhador e a recompensa pela captura: “Um país melhor.”

O pacote fiscal de Dilma chega ao plenário da Câmara nesta semana. Deve começar a ser desembrulhado na sessão de terça-feira (5). Inclui regras que reduzem o valor de benefícios trabalhistas e previdenciários —pensão por morte, auxílio-doença, abono salarial, seguro-desemprego e seguro-defeso. A exemplo do que faz com a terceirização, a CUT critica essas providências. Mas o PT, sob pressão do Planalto, terá de votar a favor, tornando-se alvo da vingança dos seus rivais.

Além da confecção dos cartazes, os antagonistas do PT se equipam para extrair das sessões de votação do ajuste de Dilma o maior proveito político que a ocasião puder proporcionar. Líder do DEM, o deputado pernambucano Mendonça Filho decidiu, por exemplo, requerer a votação em separado de todos os artigos que mexem em direitos do trabalhador.

Previsto no regimento interno da Câmara, esse tipo de procedimento produz dois efeitos. Num, abre brecha para a realização de várias votações nominais —uma para cada trecho destacado. Em cada votação, os “procurados” petistas deixarão suas digitais no painel eletrônico. Noutro efeito, a tática do DEM obrigará o governo a mobilizar sua infantaria, sob pena de permitir que a sessão caia por falta de quórum numa das várias votações que devem ocorrer.

Também alvejados pela CUT, parlamentares do PMDB hesitam em aprovar os ajustes enviados por Dilma ao Congresso. A hesitação aumentou depois que a presidente e seu padrinho, Lula, engrossaram o coro da CUT contra a terceirização. Para votar o pacote do governo, um pedaço do PMDB exige que central sindical vinculada ao petismo avalize em público o pacote de Dilma, atestando que ele não prejudica o trabalhador.

De resto, o presidente peemedebista da Câmara, Eduardo Cunha, decidiu abrir as galerias da Casa para que a CUT acompanhe a votação do ajuste fiscal. Na apreciação da proposta de terceirização Cunha fizera o oposto, vetando o ingresso da claque da CUT. Agora, com ironia escorrendo pelos cantos da boca, Cunha diz ter refletido melhor. Concluiu que o acompanhamento da CUT é essencial.


Guerreiro!
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Josias de Souza

– Charge do Paixão, via 'Gazeta do Povo'.


RS: grupo protesta defronte do prédio de Dilma
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Josias de Souza

Recebi há instantes pelo Whats!!! Vídeo do protesto desta tarde em frente à casa da Dilma em Porto Alegre!!! Compartilhandoooo!!

Posted by Marcel van Hattem on Sábado, 2 de maio de 2015

 

Depois de cancelar o tradicional pronunciamento de 1º de Maio para fugir do panelaço, Dilma Rousseff foi passar o feriado em Porto Alegre. Ali, teve de enfrentar um par de protestos ruidosos. Neste sábado, uma charanga de cerca de 40 pessoas fez barulho defronte do prédio onde fica o apartamento da presidente na capital gaúcha. Na véspera, dez manifestantes hostilizaram Dilma no instante em que ela visitou o ex-marido Carlos Araújo.

Dilma trocou a rede nacional de radio e tevê pela veiculação de três vídeos nas redes sociais. Num deles, a presidente declarou: “temos que nos acostumar às vozes das ruas, aos pleitos dos trabalhadores, reconhecer como legítimas as reivindicações de todos segmentos sociais da população'', sem “violência e sem repressão''.

Em Porto Alegre, o asfalto pediu, entre outras coisas, o impeachment. As janelas do apartamento de Dilma permaneceram fechadas. Os manifestantes só arredaram o pé depois que a presidente rumou para o aeroporto. Refugiada num carro com vidros escuros, Dilma deixou o prédio com a visão dos descontentes do outro lado da rua. A presidente decolou de volta para Brasília no final da tarde.


Governo liquida cargos antes de votar o ‘ajuste’
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Josias de Souza

Às vésperas do início da votação do ajuste fiscal, o governo Dilma Rousseff promove no Congresso uma espécie de liquidação de cargos. Distribui aos aliados posições de comando em órgãos públicos federais localizados nos Estados. É o chamado terceiro escalão da máquina estatal. O Planalto distribui poltronas na expectativa de receber votos. Entram no toma-lá-dá-cá poltronas em vários ministérios. Entre eles Transportes, Trabalho, Previdência, Agricultura e Pesca.

Coordenadores das bancadas estaduais de diferentes legendas reúnem-se a portas fechadas para ratear os cargos. Em pelo menos quatro Estados os partidos governistas já concluíram a partilha: Tocantins, Goiás, Sérgipe e Piauí. Os nomes seguem para o gabinete do vice-presidente Michel Temer, coordenador político do governo. Auxilia Temer na administração dos interesses fisiológicos do conglomerado pró-Dilma o ministrio Eliseu Padilha (Aviação Civil).

Não é a primeira vez que um governo leva o terceiro escalão ao balcão. A prática atravessa os governos. Ao longo do tempo, perdeu-se um elemento essencial: o recato. São dois os efeitos mais nefastos dessa prática. Num, aniquila-se a hierarquia. Os indicados subordinam-se aos seus padrinhos, não aos superiores hierárquicos. Noutro efeito, instalam-se nas repartições públicas novos escândalos esperando para acontecer.

Simultaneamente, o governo inaugurou na internet um site com explicações sobre o ajuste fiscal. Nele, vende-se a tese segundo a qual Dilma “ajusta” a economia para “avançar” nas conquistas. Nem sinal de autocrítica sobre os erros do primeiro mandato de Dilma. Num instante em que o pedaço desenvolvido do mundo começa a virar a página da crise, o governo brasileiro continua atribuindo sua ruína apenas à crise econômica internacional (repare no vídeo abaixo).

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Briga de Renan com Dilma é enredo de intrigas
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Josias de Souza

Renan Calheiros pertence a uma linhagem especial de políticos cuja primeira característica é considerar que todos são culpados pelas crises, exceto ele. Autoconvertido em aliado tóxico do governo, o presidente do Senado atribui a Dilma Rousseff suas desavenças com o Palácio do Planalto. Ele acusa a chefe do Executivo de envolvê-lo num enredo de intrigas. Em reação, tornou-se um truculento guerrilheiro legislativo.

Dilma reacendeu o pavio de Renan ao trocar o comando do Ministério do Turismo. Chefiava a pasta Vinicius Lages, afilhado político do senador. Entrou no lugar dele o ex-deputado Henrique Eduardo Alves, preferido do vice-presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Renan se diz incomodado com a falta de método de Dilma, não com a perda do ministério.

Em privado, Renan conta que, antes de exonerar Vinicius, Dilma chamou o ministro para uma conversa em seu gabinete. Elogiou-lhe o desempenho e informou que não cogitava desalojá-lo da pasta do Turismo. Fez isso por opção, não por pressão. “Eu não pedi nada”, diz Renan. A segunda característica do senador é o desprendimento. Munido de autocritérios, ele se considera um altruísta. É como se os cargos lhe caíssem no colo sem que ele os reivindicasse.

O problema é que Dilma já havia prometido o Ministério do Turismo a Henrique Alves, que passou a cobrar o compromisso depois que seu nome foi excluído do rol de suspeitos da Lava jato. Espremida, a presidente chamou Renan para uma conversa. Lero vai, lero vem intrigou-o com o vice-presidente.

Dilma dissera a Temer que mantinha Henrique Alves no freezer porque Renan guerreava pela permanência do afilhado político Vinicius Lages. Na conversa com Renan, alegou o oposto. Era Temer quem pegava em lanças pelo amigo Henrique. A presidente perguntou a Renan como deveria proceder para dissolver o impasse. O senador aconselhou-a a acionar a barriga.

Nessa versão, Dilma deveria acomodar Henrique Alves numa vice-presidência do Banco do Brasil. Coisa temporária. Duraria de 60 a 90 dias. Tempo suficiente para dissolver o impasse. A presidente refugou a sugestão de Renan. Alegou que Temer lhe dissera que ficaria desmoralizado se a troca de guarda do Turismo não fosse efetivada. Contou que Temer lhe exibira seis e-mails que recebera de Henrique Alves cobrando sua nomeação.

Submetido à intriga, Renan passou a enxergar inimigos em cada sala do Planalto, inclusive na de Dilma e na de Temer. Sua irritação aumentou na proporção direta do esforço empreendido pela presidente e seu vice para adulá-lo. O Planalto ofereceu cargos de consolação para Vininicus Lages. Renan preferiu alojá-lo no gabinete da Presidência do Senado.

Súbito começaram a gotejar no Diário Oficial da União nomeações de apaniguados de Renan. Um amanheceu presidente da Agência Nacional de Transportes Terrestres. Outro acordou diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Tudo isso num instante em que o presidente do Senado posava para os holofotes enrolado na bandeira da redução do número de ministérios e de cargos de confiança, nomeados sem concurso.

Renan explodiu à sua maneira. Intensificou as mordidas em Dilma sem exigir a demissão de nenhum de seus afilhados. E classificou o coordenador político Temer de gerente de Recursos Humanos, mero distribuidor de “cargos e boquinhas”. De aliado, o senador converteu-se numa espécie de líder informal da oposição. Ameaça virar do avesso o ajuste fiscal do governo, que tachou de “desajuste”.

O mais irônico é que os acessos de raiva de Renan causam vergonha e remorso no Planalto. A própria Dilma precisa explicar por que se empenhou tanto para fazer de Renan, em fevereiro, presidente do Senado pela quarta vez.

Dilma já sabia que, àquela altura, o aliado era um inquérito esperando na fila da Operação Lava Jato para acontecer. Também sabia que, alvejado por uma investigação no STF, Renan seria um político sujeito às suas vinganças. Dar-lhe mais autoridade era colocar a espada nas mãos de um furioso, era expor o governo a muitos inconvenientes. A guerrilha legislativa mal começou.


Renan qualifica o ajuste de Dilma de ‘desajuste’
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Josias de Souza

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Decidido a migrar da condição de aliado para a de principal antagonista de Dilma Rousseff, o presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros, divulgou um vídeo no qual toma as dores dos trabalhadores e desqualifica o pacote fiscal do governo: “Ajuste que penaliza o trabalhador é desajuste.”

Renan insinuou no vídeo, veiculado no portal do Senado, que o Planalto terá dificuldades para aprovar suas propostas: “O Congresso não será um mero espectador do ajuste fiscal.” De novo, ele fez pose de baluarte da defesa do emprego: “Os trabalhadores brasileiros podem ter certeza que o Congresso Nacional não fará o ajuste a qualquer preço.”

Divulgada neste Dia do Trabalho, a mensagem de Renan disputa espaço no noticiário com três peças levadas ao ar por Dilma nas redes sociais. Na véspera, o senador ironizara a decisão da presidente de não fazer o tradicional pronunciamento do dia 1º de Maio. Dilma porque “não tem o que dizer”, ele curucara. “Não há nada pior do que a paralisia, a falta de iniciativa.”

Para se diferenciar de Dilma, Renan reiterou sua proposta de que seja costurado um “pacto em defesa do emprego”. Enumerou providências que poderiam brotar do entendimento. Consistem basicamente na concessão de benefícios financeiros, tributários e creditícios para empresas que empregarem mais. Trata-se de uma pseudoiniciativa, já que Renan se manteve no terreno da retórica, abstendo-se de converter suas ideias em projetos de lei.

“O pacto em defesa do emprego pretende aliviar as dores dos mais vulneráveis, que precisam de mais cuidados”, disse Renan. “É um pacto transitório. Só permanecerá enquanto durar a recessão, até que o Brasil volte a crescer. Temos que ter o compromisso de não criar nenhuma regra que prejudique o trabalhador e que cause dano ao emprego.”

Sem citar o nome de Dilma, Renan fulminou o pacote fiscal da presidente com termos que não deixam dúvidas sobre o seu propósito de conspirar contra as medidas. “Não podemos fazer um ajuste míope, capenga, meramente trabalhista”, disse. “Os trabalhadores brasileiros podem ter certeza que o Congresso Nacional não fará o ajuste a qualquer preço”, reiterou.

Livre das responsabilidades do Executivo, o mandachuva do Legislativo animou-se a dar lições à presidente da República: “Ajuste digno desse nome é o que corta despesas, é o que aumenta a eficiência, é o que melhora a qualidade dos serviços públicos, é o que combate o desperdício.”

Renan prosseguiu: “Tudo isso antes de recorrer ao inapropriado aumento de impostos que sobrecarrega o já pesado fardo dos contribuintes, aumento das tarifas públicas ou aumento dos juros. Por isso proponho em nome do Congresso Nacional o pacto pela defea do emprego.”

O senador deu a entender que a imperícia de Dilma em lidar com a doença econômica que ela ajudou a agravar acabe impondo sacrifícios desnecessários ao paciente: “Não podemos agir como aquele cirurgião que economiza custos e faz a cirurgia sem anestesia. Tampouco podemos anestesiar e não fazer a cirurgia. É preciso extrair o tumor, mas sem dor, ou com o mínimo de dor, com o mínimo de sofrimento. O pacto em defesa do emprego pretende aliciar as dores dos mais vulneráveis.”


Ajuste fiscal: PMDB agora cobra o aval da CUT
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Josias de Souza

Dilma Rousseff deu um tiro contra o próprio pé ao reunir sindicalistas ligados à CUT para criticar o projeto de terceirização na véspera do Dia do Trabalho. Com seu gesto, a presidente afagou o sindicalismo ligado ao PT. Mas deixou irritado o PMDB. Um pedaço da legenda passou a condicionar a aprovação do ajuste fiscal do governo ao aval da CUT.

Braço sindical do petismo, a CUT torce o nariz para o ajuste de Dilma. Rejeita a imposição de regras que reduzirão o pagamento de benefícios como pensão por morte, auxílio-doença, abono salarial, seguro-desemprego e seguro-defeso. E os peemedebistas, tachados de inimigos do trabalhador em manifestações da CUT por ter apoiado a proposta de terceirização, agora ameaçam aderir à central na resistência ao pacote de Dilma.

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) expressou em voz alta o sentimento que seus colegas de bancada sussurram na Câmara: “Eu estava inclinado a aprovar o ajuste fiscal para tirar o país da crise. Mas, ao ouvir a presidente criticar a terceirização a pretexto de defender as conquistas do trabalhador, fiquei tentado a me associar a ela nas suas preocupações trabalhistas, votando contra o ajuste fiscal criticado pela CUT.”

Lúcio arrematou: “O governo alega que seu ajuste não tira direitos dos trabalhadores, apenas corrige distorções. Se é assim, Dilma e Lula precisam chamar os dirigentes da CUT e das demais centrais sindicais e convencê-los a defender publicamente o pacote fiscal. Se o presidente da CUT disser que não prejudica os trabalhadores, eu voto a favor. O que não é aceitável é que os partidos aliados do governo assumam o ônus do ajuste enquanto Dilma, Lula e o PT fazem média com a CUT para ficar bem na fita.”

As primeiras votações do ajuste fiscal devem ocorrer a partir de terça-feira (5). Hostilizado em protestos de CUT por ter apoiado a proposta da terceirização de mão de obra, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já avisou que franqueará o acesso da CUT e dos seus filiados às galerias da Casa. Em privado, insinua que fará isso para constranger o PT.


PSDB acusa Petrobras de ‘destruição de provas’
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Josias de Souza

Ag.Câmara

A notícia de que foram destruídas as gravações de reuniões do Conselho de Administração da Petrobras deixou intrigados os tucanos. “Estamos diante de um típico caso de destruição de provas”, disse o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). “O partido usará de todos os meios legais possíveis para esclarecer esse episódio.”

Após conversar sobre o tema com o senador Aécio Neves, presidente do PSDB, Cunha Lima informou: além das cobranças que serão feitas na CPI da Petrobras, o partido cogita protocolar na Procuradoria-Geral da República, na semana que vem, um pedido de investigação para esclarecer as circunstâncias que envolveram a eliminação do áudio e das imagens das reuniões do Conselho da estatal.

Em resposta a um pedido de informações feito pelo Estadão, a Petrobras confirmou ter destruído as gravações. Foram para o beleléu inclusive os arquivos eletrônicos de reuniões que aprovaram decisões que agora estão sendo investigadas na Operação Lava Jato. Entre elas a compra da refinaria texana de Pasadena, que resultou num prejuízo estimado em US$ 792 milhões.

Destruíram-se inclusive os registros de reuniões presididas por Dilma Rousseff. Ela comandou o Conselho da Petrobras entre 2003 e 2010, sob Lula. Nesse período, Dilma foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil.

A CPI e o TCU já haviam requisitado as gravações à Petrobras. A estatal empurrava os pedidos com a barriga. A CPI chegou mesmo a fixar um prazo para o envio do material. Vence na próxima segunda-feira (4).

“Não faz o menor sentido gravar as reuniões para depois apagar as gravações”, disse Cunha Lima. “É preciso que isso seja esclarecido.” A Petrobras informa que as gravações são destruídas depois que ficam prontas as atas das reuniões. Essas atas, porém, são meros resumos do que sucedeu a portas fechadas.

A estatal alega que o procedimento está previsto no Regimento Interno do Conselho de Administração. Instada a exibir o documento, a Petrobras fechou-se. Sustenta que o regimento contém normais sigilosas.

Alega que de aniquilamento das a perda Petrobras informou que a destruição está prevista no Regimento Interno do Conselho de Administração. Mas, questionada pelo jornal “O Estado de S. Paulo'', a Gerência de Imprensa não apresentou o documento. A reportagem também o solicitou à secretaria responsável por auxiliar o Conselho de Administração. O órgão informou que a norma é sigilosa.

“Não faz sentido”, disse Cunha Lima. “É preciso investigar tudo isso. E nós, do PSDB, vamos às últimas consequências.”