Marta teme acordar de mãos dadas com Kassab
Na política, a sinceridade aumenta na razão direta da diminuição da luz do ambiente. Tome-se o caso de Marta Suplicy. Sob holofotes, recorre à desconversa quando lhe perguntam se vai desmanchar o penteado por Fernando Haddad.
No lusco-fusco de uma reunião de diretório do PT, a senadora declarou que precisa olhar para São Paulo com redobrado cuidado. Por quê? “Senão corro o risco de acordar de mãos dadas com Kassab no palanque.” É, faz sentido.
Há, porém, algo de estranho no sistema métrico de Marta. Em São Paulo, toma distância do ‘reacionário’ Gilberto Kassab. Em Brasília, achega-se gostosamente ao conservadorismo de José Sarney. Num lugar, política. Noutro, politicagem.
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