Blog do Josias



Crise traz luz amarela ao painel de exportações

Josias de Souza

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior divulgou os dados da balança comercial do mês de junho. Moída pela crise, a média diária das exportações brasileiras (US$ 967,7 milhões) caiu 14,2% na comparação com o mesmo mês de 2011. A soma diária das importações (US$ 927,4 milhões) teve crescimento médio diário de 1,1%.

Numa conta que inclui todo o mês de junho, as exportações do Brasil somaram US$ 19,354 bilhões. Menos que os US$ 23,689 bilhões anotados no mesmo mês do ano passado. Na comparação com maio, quando o país faturou com vendas no estrangeiro US$ 23,215 bilhões, a queda de junho foi de 8,3%.

Analisando-se todo o primeiro semestre, verifica-se que o Brasil obteve um superávit na balança comercial de US$ 7,073 bilhões. Vem a ser o pior resultado em dez anos. O saldo de junho foi de US$ 807 milhões. Queda de notáveis 81,8% em relação a junho de 2011.

As exportações do país para os países da União Europeia, epicentro da crise financeira global, recuaram 7% em relação aos seis primeiros meses de 2011. Caíram também as vendas para os países do Mercosul (-14,7%), para o Oriente Médio (-10,4%), e para os parceiros comerciais da américa Latina e Caribe (-4%). A coisa só não foi pior porque as exportações para os EUA subiram 16,5%.

Cresceram também as exportações para a Ásia. Coisa mixuruca, contudo: apenas 5%, graças ao freio de mão puxado pela China. Para a África, o Brasil exportou 4% a mais do que vendera no primeiro semestre de 2011.