Blog do Josias



Lula ‘ensina’ pupilo Haddad a governar penúria

Josias de Souza

São Paulo há duas: uma nítida, outra difusa. Uma luminosa, outra sombria. A primeira, vendida na campanha municipal, ergue obras, estende asfalto, abre empregos e cria satisfação. A segunda, só admitida depois das urnas, é uma ruína permanente, um derruir incessável, um mau agouro sem fim.

Menos de 48 horas depois de ter mandado ao freezer 12,3% do Orçamento de 2013 da prefeitura de São Paulo –coisa de R$ 5,2 bilhões—, o prefeito Fernando Haddad recebeu uma visita do padrinho Lula. Conversaram a sós e reuniram-se com o alto secretariado do município.

Contra a penúria, Lula recomendou a Haddad e Cia. as “parcerias”. Parcerias com a gestão federal de Dilma Rousseff e também com a administração estadual do antagonista tucano Geraldo Alckmin. Citou o exemplo do Rio de Janeiro, que considera bem-sucedido.

Trata-se de “colocar os interesses do cidadão acima da disputa partidária”, disse Haddad, chovendo no molhado. Sentindo-se entre bobo e doido varrido, o paulistano pergunta aos seus botões, que não respondem porque não falam com qualquer um: por que o ego dos candidatos insiste em apregoar a superabundância se o id sabe que não há além da curva senão a escassez?