Blog do Josias de Souza

Arquivo : agosto 2014

Na web, Marina se diz sucessora de FHC e Lula
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Josias de Souza

Eraldo Peres/AP A substituta de Eduardo Campos na corrida presidencial inaugurou na internet um site chamado ‘Marina 40’. Trata-se de uma janela virtual na qual Marina Silva enumera 40 razões para que o eleitorado vote nela. No item de número 17, a nova candidata do PSB se apresenta como “sucessora” dos dois principais antagonistas da política brasileira.

“Marina Silva integra os avanços dos governos FHC e Lula”, diz o texto. “É o passo adiante para superar as deficiências que persistem no país. Não é opositora, que rejeita tudo, nem uma continuadora, que vê tudo positivo. É uma sucessora.”

No item 26, a candidata se achega à rapaziada do meio-fio: “Marina identifica o surgimento de um novo sujeito político, autoral, que se expressou nos protestos de junho de 2013, se manifesta diariamente nas redes sociais e quer ser voz ativa nos destinos do país.”

Numa tentativa se vacinar contra a alegação de que lhe falta experiência administrativa para exercer a Presidência, Marina evoca no item 3 sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente do governo Lula: “Com tranquilidade e firmeza, Marina possui enorme competência. Foi sob seu comando na década passada que o desmatamento da Amazônia reduziu drasticamente —57% em três anos.”

No item 6, a candidata toma distância do toma-lá-dá-cá: “Marina Silva não governa com apaniguados nem sob influência de indicações políticas. Sabe ouvir e governa com a ajuda de técnicos e especialistas. Pretende unir no governo o lado bom de cada administração pública.”

O item 9 apresenta Marina como uma espécie de Lula de saias: “Como a maioria dos brasileiros, Marina Silva nasceu pobre, num seringal do Acre, na floresta amazônica. Com muita persistência, com escola e com ajuda de boas pessoas, superou as adversidades.

Neste sábado (23), Marina realiza em Recife os primeiros atos públicos de campanha desde a morte de Eduardo Campos, na semana passada. Pela manhã, ela protagonizará uma caminhada pela região central da capital pernambucana. No final da tarde, discursará num clube social da cidade de Eduardo Campos.


Delação joga Petrobras no ventilador de 2014
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Josias de Souza

Há muito mais em jogo na delação prometida por Paulo Roberto Costa do que a simples prospecção dos podres que se acumulam nas profundezas da Petrobras, abaixo da câmara pré-moral. Se estiver falando sério, o ex-diretor da maior estatal do país está prestes a jogar as petromaracutaias no ventilador da sucessão presidencial de 2014. Uma novidade com potencial para sacudir o coreto da candidatura oficial, espalhando óleo queimado em suas vastas coligações.

Preso em Curitiba, Paulinho, como Lula costumava chamá-lo, conversou nesta sexta-feira (22) com Beatriz Lessa da Fonseca Catta Preta, uma advogada especializada na costura de acordos de delação premiada, nos quais o réu abre seus segredos à Justiça em troca de uma redução da pena. Como se fosse pouco, o doleiro Alberto Youssef informou ao seu advogado, Antônio Figueiredo Basto, que cogita acelerar a velocidade da hélice do ventilador, aderindo à delação.

Até aqui, o Planalto conseguiu deter o derramamento de óleo na pista da sucessão por meio da domesticação de duas CPIs no Congresso. Soltando a língua à vera, Paulo Costa vai mostrar os dentes da engrenagem que move a intermediação de interesses de empreiteiras e fornecedores da Petrobras e o pagamento de propinas a políticos. A implosão desse esquema parece inevitável, como inevitável foi o estouro das milionárias arcas do mensalão.

A inevitabilidade do estrondo é proporcional à octanagem dos papéis colecionados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público na Operação Lava Jato. Quebraram-se os sigilos de quase uma centena de contas bancárias. Apalparam-se mensagens eletrônicas de mais de três dezenas de celulares. Afora o papelório novo recolhido nesta sexta em batidas policiais feitas em 13 empresas, os investigadores já dispõem de mais de 80 mil documentos —o grosso ainda por analisar.

O conteúdo é inflamável. Revela uma corrente com quatro elos. Numa ponta, os corruptores. Noutra, os corruptos. No meio, Paulo Roberto promovendo a integração dos extremos e Youssef lavando o dinheiro sujo que migra de uma ponta à outra. Parte dos papeis está codificada. O pedaço já elucidado resultou na abertura de oito processos contra 42 pessoas físicas e jurídicas. Como subproduto, correm na Câmara os pedidos de cassação dos mandatos de André Vargas (ex-PT-PR) e Luiz Argôlo (SD-BA).

A colaboração de Paulo Costa —nesta segunda-feira vai-se saber se Youssef também abrirá o bico— será útil se servir para perfurar a camada de ficção que impede que as sondas da investigação alcancem as camadas mais profundas das maracutaias urdidas na Petrobras. Se funcionar, logo, logo será possível saber quem comprou quem, por quanto e como.

Na noite desta sexta, um personagem otimista da investigação disse ao repórter ter fundadas razões para acreditar que Paulo Roberto será explícito. Nas suas palavras, a prisão produziu na alma do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras um processo de ‘asfixia depressiva’. De resto, o personagem angustiou-se ao perceber que suas estripulias começaram a encrencar amigos e parentes. Entre eles uma filha e o marido dela.

Funcionário de carreira da Petrobras, o engenheiro Paulo Costa foi alçado à diretoria da estatal graças a um câncer chamado “indicação política” —eufemismo utilizado para suavizar a licença que os governos concedem a certos servidores para subordinar o interesse público às conveniências político-privadas de políticos corruptos e logomarcas corruptoras.

Nomeado sob Lula, em 2003, Paulo Roberto sobreviveu na diretoria de Abastecimento da Petrobras até 2012, já na gestão de Dilma Rousseff. Apadrinhou-o PP. Mas a longevidade aproximou-o também do PT e do PMDB, sócios majoritários do condomóinio governista. O personagem tocava as obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.

Trata-se do maior projeto em andamento na Petrobras. Iniciado em 2007 com orçamento de US$ 2 bilhões, o empreendimento já sorveu US$ 18,5 bilhões —em reais: R$ 42,2 bilhões. Suspeita-se que o relacionamento com Paulo Roberto tenha acomodado nos arredores do canteiro da obra dois tipos de políticos: os abertamente cínicos e os quer não conseguiram se conter. Os primeiros fizeram caixa dois eleitoral. Os outros engordaram o patrimônio pessoal.

Dependendo da viscosidade do óleo que Paulinho borrifará no ventilador, o prejuízo de Pasadena vai parecer troco. E a cruz que a gestão Lula acomodou nos ombros de Dilma ficará mais pesada. Isso numa fase em que Aécio Neves prega a reestatização da Petrobras e Marina Silva corre por fora entoando o discurso da “nova política”, espécie de samba enredo da terceira via, para o eleitorado que bateu bumbo nas ruas por mudanças.


STF instaura inquérito contra Paulinho da Força
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Josias de Souza

Agência Câmara

O ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a instauração de inquérito contra o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP). Conhecido como Paulinho da Força Sindical, o parlamentar é suspeito de corrupção. Acusam-no de comercializar ‘cartas sindicais’, como são chamadas as autorizações do Ministério do Trabalho para a criação de sindicatos.

A abertura do inquérito foi requerida pela Procuradoria Geral da República. O ministro Gilmar Mendes ordenou à Polícia Federal que realize diligências. Apura-se se Paulinho participou de esquema que vendia ‘cartas sindicais’ por R$ 150 mil. Deve-se a denúncia ao repórter Claudio Dantas Sequeira. Ele noticiou o caso em agosto de 2011.

Nessa época, o ministro do Trabalho era Carlos Lupi, do PDT, o mesmo partido de Paulinho. Engolfado por outras denúncias, Lupi deixou o ministério em dezembro de 2011. Hoje, é candidato a senador pelo Rio de Janeiro, com o apoio de Dilma Rousseff. Paulinho era um feliz integrante da bancada governista. Fundou um partido novo, o Solidariedade. Deixou o PDT e associou-se ao projeto presidencial do tucano Aécio Neves.


Graça Foster envia ao TCU dados imobiliários
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Josias de Souza

Sob investigação do Tribunal de Contas da União, a presidente da Petrobras, Graça Foster, enviou ao órgão os papeis relativos à transferência de três imóveis que doou aos filhos. Ela entregou a documentação voluntariamente, antes que lhe fosse solicitada. Fez isso nesta quinta-feira (21).

No mesmo dia, o presidente do TCU, ministro Augusto Nardes, encomendou aos técnicos responsáveis pelo processo sobre a refinaria de Pasadena uma pesquisa cartorial. Os auditores vão requerer aos cartórios do Rio os registros das doações de imóveis de Graça Foster e do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró aos respectivos parentes.

Apura-se a suspeita de “dissimulação” para escapar ao bloqueio de bens no processo que apura os prejuízos causados à Petrobras pela aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas. No caso de Cerveró, o bloqueio patrimonial já foi determinado. Quanto a Graça, o TCU decidiria nesta semana. Adiou a providência depois que o Globo veiculou a notícia sobre as doações imobiliárias a parentes.

Graça Foster admite que doou três imóveis aos filhos. Sustenta, porém, que as transações nada tiveram a ver com o caso de Pasadena. Entre os papeis que repassou ao TCU há avaliações das propriedades, escrituras e registros cartoriais. Ela sustenta que as transações foram deflagradas em junho de 2013, antes de Pasadena ser pendurada nas manchetes na forma de um escândalo.


Mulher ganha dentes antes de gravar com Dilma
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Josias de Souza

Diz-se que o tempo de propaganda eleitoral de Dilma Rousseff é descomunal. Engano. Deveria ser maior. O ideal seria que as peças eleitorais dos candidatos governistas durassem os 365 dias do ano. Dentro delas mora a felicidade suprema. Em depoimentos eloquentes, todos expressam admiração pelos feitos do governo —ricos, pobres, jovens e velhos. Todos.

A trabalhadora rural Marinalva Gomes Filha, por exemplo, exibiu seu contentamento numa gavação com Dilma e Lula. Foi ao ar nesta quinta-feira. Nalvinha, como é chamada, mora na área rural do município baiano de Paulo Afonso. Beneficiária do programa Água para Todos, ela ganhou duas razões adicionais para verter sua satisfação diante das câmeras.

O repórter João Pedro Pitombo conta que Nalvinha recebeu uma prótese dentária um dia antes de contracenar com Dilma e Lula. Implantaram-lhe nas gengivas um par de dentes frontais. Foi um presente de Dilma, disse a sertaneja. “Tudo que tenho aqui foi Dilma que me deu”, ela enfatizou.

Depois que o repórter procurou o comitê de Dilma, Nalvinha ajustou sua história. Declarou que fora chamada a comparecer num centro odontológico da prefeitura de Paulo Afonso. Ali, um dentista lhe informou que ganharia dentes novos “para receber a presidente Dilma.”

Ah, que país formidável seria o Brasil se todos os brasileiros vivessem num horário eleitoral eterno!


Márcio França cuidará do caixa de Marina Silva
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Josias de Souza

Candidato a vice-governador de São Paulo na chapa do tucano Geraldo Alckmin, o deputado federal Márcio França, do PSB, será o novo coordenador financeiro da campanha presidencial de Marina Silva. Ele terá como adjunto Bazileu Margarido, indicado pela candidata para representar a Rede Sustentabilidade na escrituração do comitê eleitoral.

Roberto Amaral já comunicou a Marina sobre a escolha de Márcio França. Deu-se na noite passada. Correligionários do novo coordenador financeiro informam que a candidata não se opôs à indicação. Receava-se que a aversão de Marina à parceria que uniu o PSB paulista ao PSDB de Alckmin, pudesse levá-la a torcer o nariz.

Pela lei, encerrada a campanha, eventuais débitos devem ser transferidos do comitê eleitoral para a tesouraria do partido. No organograma do PSB, Márcio França comanda a tesouraria. Daí a preferência do partido por ele.


Marina diz que, eleita, só governará por 4 anos
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Josias de Souza

Até a semana passada, Marina Silva era vice de um presidenciável estacionado abaixo dos 10% nas pesquisas de opinião. Decorridos oito dias da morte de Eduardo Campos, ela reuniu os presidentes de cinco partidos de sua coligação. Esboçou a estratégia que adotará para passar ao segundo turno e vencer a eleição. Disse que busca uma aliança com a sociedade, não com as forças políticas tradicionais. Informou que, se prevalecer, governará o Brasil apenas por quatro anos. Não há hipótese de concorrer à reeleição, realçou.

O encontro ocorreu nesta quinta-feira (21), em Brasília. Compareceram representantes do PSB, PPS, PPL, PHS e PRP. O PSL, que hesita em permanecer na coligação, não deu as caras. A conversa foi franca. A certa altura, o deputado Roberto Freire, que preside o PPS, disse que um dos objetivos da coligação, que era o de levar a eleição para o segundo round, já foi alcançado. Acrescentou que, diante da chance real de Marina medir forças com Dilma Rousseff, era preciso começar a considerar a necessidade de costurar alianças futuras.

Marina evocou a sucessão de 2010, quando obteve quase 20 milhões de votos cavalgando apenas a estrutura do PV. Freire ponderou que, a despeito do desempenho surpreendente, Marina não disputava com chances reais de êxito. Agora é diferente, ele disse. A hipótese de chegar ao Planalto deixou de ser um sonho. E as alianças já não têm utilidade apenas eleitoral. Acha que Marina precisa equipar-se para governar o país. Disse acreditar que é possível negociar acordos sob as regras da política tradicional sem trair princípios caros à candidata.

Conforme relatos de participantes do encontro, Marina mencionou o descrédito da velha política junto à opinião pública. E insistiu: a aliança que importa no momento é com a sociedade, não com os partidos. Levado à reunião por Roberto Amaral, presidente do PSB, o deputado “socialista” Márcio França, candidato a vice na chapa de Geraldo Alckmin, afirmou que Marina não precisa escalar o palanque do governador tucano. Mas disse que, num segundo turno, um entendimento com Alckmin, principal liderança de São Paulo, seria incontornável. Marina silenciou.

Minutos antes, Marina dissera que “o doutor Márcio França” pronunciara a melhor frase sobre o comportamento a ser adotado por ela depois de ter substituído Eduardo Campos na cabeça da chapa da coligação comandada pelo PSB. Ecoando França, Marina disse que não irá a nenhum lugar que já não iria antes. Ou seja: nos Estados, só fará campanha ao lado de políticos com os quais esteja afinada. Alguns dos presentes enxergaram nas entrelinhas de declarações feitas por Marina no encontro espaço para uma evolução das posições políticas da candidata.

Por exemplo: Marina declarou que a morte de Eduardo Campos deixara lições. Um de seus legados foi a mobilização do povo para ideais positivos. Algo que ela pretende honrar e potencializar. Acrescentou que, constrangidos, os representantes da velha política não compareceram ao velório do ex-companheiro de chapa. Vivo, Campos dizia que mandaria para a oposição as “raposas da política”. Citava expressamente os peemedebistas Renan Calherios e José Sarney, que não estiveram no seu entrerro.

Num esforço de interpretação, alguns dos participantes da conversa concluíram que Marina deixou subentendido que exclui do rol das lideranças arcaicas os personagens que foram ao funeral. Entre eles os tucanos Geraldo Alckmin, José Serra e Aécio Neves, além do petista Lula. De resto, Marina repetiu durante a conversa algo que já dissera sob holofotes. Acha possível governar o país com os melhores quadros partidários, inclusive os do PT e do PSDB. Mesmo no PMDB há pessoas valorosas, ela afirmou, aparentemente referindo-se a gente como Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos.

Marina disse mais: chegando à Presidência, não pretende ser uma mera gerente. A Dilma é uma gerente, afirmou, e veja no que deu. Entregará o país pior do que recebeu, declarou, ecoando uma das frases preferidas de Eduardo Campos. Na sequência, Marina insinuou que, eleita, buscará inspiração em três personagens. O Itamar Franco, sob cuja presidência o Plano Real foi concebido, não era um gerente, afirmou. O Fernando Henrique Cardoso também não era um gerente, acrescentou. O Lula tampouco foi um mero gerente, finalizou.

Como que decidida a demonstrar que não tem aversão gratuita pelo tucanato, Marina recordou que, na sucessão de 2010, reconheceu a importância histórica do “professor Fernando Henrique” num momento em que até o PSDB o ignorava. As observações da candidata deixaram uma impressão positiva nos seus interlocutores. Restou a sensação de que a “nova política” de Marina não resultaria num governo sectário, avesso a composições.

A reunião ocorreu contra um pano de fundo envenenado. Secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira deixou o recinto para informar, sob refletores, que rompeu com Marina. Alegou que a substituta de Eduardo Campos fora grosseira com ele na véspera. Criticou-a asperamente por querer “mandar no partido” que a hospedou. E anunciou que decidira deixar a coordenação-geral da campanha.

Respirava-se na sede brasiliense do PSB um ar pesado. Que foi sendo dissolvido ao longo do dia num caldeirão que misturava dados de pesquisa interna feita pelo partido e notícias sobre as reações dos comitês rivais de Dilma e Aécio. Sondagem telefônica nacional encomendada pelo PSB informou: 1) Marina já estaria empatada com Dilma no primeiro turno; 2) Aécio definha. Levantamentos análogos feitos pelo petismo e pelo tucanato também já teriam detectado a súbita conversão de Marina em fenômeno eleitoral.

À tarde, o deputado Beto Albuquerque, vice na chapa de Marina, negou que a candidata tivesse tratado o correligionário Carlos Siqueira desrespeitosamente. E informou que se oferecera para exercer a coordenação-geral da campanha temporariamente, até que o PSB encontrasse um substituto para Siqueira. Nem precisou. À noite, Roberto Amaral, o presidente da legenda, informou por meio de nota oficial que a deputada Luiza Erundina, por quem Marina tem grande apreço, será a nova coordenadora.

Antes da divulgação da nota, Roberto Amaral, Márcio França e o próprio Carlos Siqueira tropeçaram casualmente em Marina no aeroporto de Brasília. Todos voariam para São Paulo. Por coincidência, no mesmo avião. Siqueira tomou distância. Amaral e França trocaram um dedo de prosa com a candidata. No interior do avião, dispersaram-se —Marina sentou-se no fundão. A troica do PSB ficou mais à frente.

A candidata foi festejada por eleitores em todos os estágios da viagem —antes do embarque, dentro da aeronave e no desembarque. A disposição do PSB para a briga diminui na proporção direta do crescimento do prestígio de Marina.