Blog do Josias de Souza http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br A diferença entre a política e a politicagem, a distância entre o governo e o ato de governar, o contraste entre o que eles dizem e o que você precisa saber, o paradoxo entre a promessa de luz e o superfaturamento do túnel. Sun, 22 Apr 2018 15:57:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Arthur Virgílio sugere trocar Alckmin por Tasso http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/22/arthur-virgilio-sugere-trocar-alckmin-por-tasso/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/22/arthur-virgilio-sugere-trocar-alckmin-por-tasso/#comments Sun, 22 Apr 2018 06:44:05 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80237

Num instante em que a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin desperta na cúpula do PSDB o entusiasmo de um velório, Arthur Virgílio, o prefeito tucano de Manaus, inaugurou no partido um movimento em favor da troca do candidato. Passou a defender que o tucanato escolha para representá-lo na sucessão de 2018 não o ex-governador de São Paulo, mas o senador cearense Tasso Jereissati.

“Tasso talvez não ganhe a eleição. Mas conduzirá a refundação do partido”, disse Virgílio ao blog na noite deste sábado. “E não está descartada a hipótese de o Tasso surpreender aos que esperam do PSDB um Alckmin comportadinho e derrotadinho.”

Em novembro do ano passado, quando ocupava a presidência do PSDB interinamente, Tasso falava em “refundar” o ninho. Foi destituído por Aécio Neves, então presidente licenciado do partido. Na sequência, Alckmin foi entronizado no comando partidário. Na última terça-feira, depois que Aécio virou réu no Supremo, Alckmin dedicou-se a chutar cachorro morto. Declarou que ficou “evidente” que Aécio perdeu as condições de pedir votos em 2018, seja para que cargo for.

Para Virgílio, o eleitor já não distingue o PSDB do PMDB, o que é muito ruim. Mas ele acha que há males que vêm para pior: “Se distinguisse seria muito pior para nós, por que o PMDB nunca despertou a esperança que o PSDB inspirou um dia.” Nesse cenário, declarou o prefeito, o tucanato precisa admitir que o risco de derrota é real. De resto, defende a adoção de providências imediatas para reduzir os danos.

“Se a possibilidade de derrota existe, precisamos considerar a alternativa de perder com dignidade máxima. Por isso defendo que coloquemos o Tasso como candidato. Ele entraria na disputa sem nenhum contendioso judicial, com plenas condições de atacar duramente esse quadro de desmoralização que se instalou na política brasileira. Seria um candidato propositivo, com uma visão de Nordeste e de Norte. Como empresário, é respeitado no Sudeste, Sul e Centro-Oeste.”

Com Alckmin, acrescenta Virgílio, “a derrota transformará o PSDB em linha auxiliar do próximo presidente, um partido que trocará a adesão por ministérios e diretorias financeiras”. Algo que “não dignifica um partido que nasceu de uma dissidência do PMDB com o compromisso de ser uma opção capaz de catalisar o pensamento mais progressista do país, com uma alta taxa de dignidade.”

Na visão do prefeito, o discurso de Alckmin é aguado e evasivo. “O Geraldo revelou-se incapaz de dizer o que precisa ser dito. Está cuidadoso, medindo as palavras, usando luvas de pelica. Preocupa-se com um eleitorado que não tem. Deveria falar francamente sobre a inevitável reforma da Previdência, sobre as necessárias privatizações.”

No Datafolha mais recente, divulgado há uma semana, Alckmin amealhou 7% das intenções de voto no cenário mais provável, sem Lula. “Perde votos em São Paulo e está atrás do Álvaro Dias na região Sul”, contabiliza Virgílio. “Ele não entra aqui no Norte, o que é grave. Não entra no Nordeste, o que é gravíssimo. Joaquim Barbosa (9% no Datafolha) já está na frente do Geraldo, mesmo sem ter assumido a candidatura.”

Após desistir de disputar com Alckmin uma prévia para a escolha do candidato do PSDB ao Planalto, Virgílio havia imposto a si mesmo o que chamou de “quarentena”. Não queria parecer “implicante”, ele afirma. “Mas não acho correto estender isso pela eternidade”, justifica-se, antes de esclarecer o que gostaria que Alckmin fizesse:

“O certo memo seria o Geraldo fechar esse episódio com dignidade. Ele diria: ‘Não sou candidato à  Presidência da República. Percebo que não é a minha vez. Vou marchar com o meu partido, apoiando o Tasso’.” Se isso não acontecer, afirma Virgílio, nada impede o PSDB de escolher um novo candidato à revelia do atual. “Não seria o ideal. Mas não é impossível.”

“Um partido que protagonizou o evento mais importante dos últimos 50 anos no Brasil, que foi o Plano Real, não pode terminar assim”, concluiu Virgílio. “Ou mudamos o candidato e vamos brigar pelo futuro do partido ou vamos marchar, feito carneiros, para o cutelo. Ou reagimos ou vamos virar material descartável, lixo hospitalar.”

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Supremos! http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/21/supremos/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/21/supremos/#comments Sun, 22 Apr 2018 02:29:51 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80234

– Via Benett.

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Há um déficit ético no debate eleitoral de 2018 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/21/ha-um-deficit-etico-no-debate-eleitoral-de-2018/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/21/ha-um-deficit-etico-no-debate-eleitoral-de-2018/#comments Sat, 21 Apr 2018 05:10:58 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80230

O noticiário político virou um necrotério. Há cadáveres demais nas manchetes. São tantos e tão disseminados os escândalos que a ética deveria ser guindada ao patamar de tema obrigatório da temporada eleitoral. Ocorre, porém, o oposto.

Numa disputa que envolve sujos e mal lavados, os maiores partidos —PMDB, PT, PSDB— e seus satélites não cogitam falar de corrupção a não ser em legítima defesa. Há um déficit ético no debate pré-eleitoral

O eleitor que for buscar nos discursos dos candidatos ou na propaganda eleitoral dos partidos os parâmetros morais para tomar suas decisões em 2018 arrisca-se a tirar não conclusões, mas confusões por conta própria.

Misturando-se a confusão com a devoção, um candidato preso e inelegível, como Lula, pode figurar nas pesquisas como favorito. E Joaquim Barbosa, o algoz do PT no mensalão, pode aparecer na terceira colocação mesmo sem lançar formalmente sua candidatura.

Pesquisa do Datafolha revelou que oito em cada dez brasileiros desejam a continuidade da Lava Jato. Com 84% de adeptos, a operação anticorrupção chega a 2018 como a maior atração política do país. O eleitor é incapaz de reconhecer honestidade na política. E a política é incapaz de demonstrá-la.

Num cenário ideal, candidato que não puder falar sobre corrupção sem recorrer ao cinismo deveria se abster de disputar. Como o ideal não existe, cabe ao eleitor desligar os cínicos da tomada.

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Cleptopaciente! http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/21/cleptopaciente/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/21/cleptopaciente/#comments Sat, 21 Apr 2018 05:02:05 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80227

– Via Benett.

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Michel Temer se autoelogia e esquece corrupção http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/michel-temer-se-autoelogia-e-esquece-corrupcao/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/michel-temer-se-autoelogia-e-esquece-corrupcao/#comments Fri, 20 Apr 2018 23:36:49 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80218

Michel Temer convocou uma cadeia (ops!) nacional de rádio e televisão para levar aos lares do país uma gravação. A pretexto de celebrar o Dia de Tiradentes, despejou 681 palavras na fita destinada ao horário nobre. Falou sobre quase tudo. Até versos de Cecília Meirelles o presidente declamou. Mas não foi capaz de pronunciar o vocábulo “corrupção” uma mísera vez.

O presidente priorizou em seu pronunciamento a crise econômica, que imagina superada. Considerando-se que há sobre a mesa também uma epidemia de amoralidade, pode-se dizer que Temer ignorou 50% da crise. Deixou de mencionar em seu pronunciamento justamente a metade da encrenca em que figura como parte do problema, não da solução.

Portador de duas denúncias criminais, Temer convive com a síndrome de uma terceira denúncia que está por vir. Sete em cada dez brasileiros reprovam o seu governo. Por isso gravou o pronunciamento. Munido de autocritérios, considera-se um gestor fabuloso. E quis levar ao ar uma pose de vitorioso injustiçado.

Temer chegou mesmo a esboçar uma sutil comparação entre o nó que lhe aperta o pescoço e a corda que pendurou o inconfidente. Ao mencionar Tirandentes, disse que ele foi acusado e condenado. Mas realçou que a história lhe “deu uma vitória maior.”

A prisão de Lula tornou o futuro penal de Temer instável. Na pior das hipóteses, corre o risco de descer ao verbete da enciclopédia como o segundo ex-presidente da República a passar uma temporada no xadrez. Na melhor das hipóteses, arrastará seus processos como um rastro pegajoso até a prescrição. Em nenhuma das hipóteses a posteridade concederá a Temer o papel de neo-Tirandentes.

O presidente declarou a certa altura: “É fácil bater no Michel Temer! É fácil bater no governo, é fácil só criticar. Quero ver fazer. Quero ver conquistar! Quero ver construir e realizar o que nós conseguimos avançar em tão pouco tempo. A torcida organizada pelo fracasso tenta bater bumbo. Tenta perder o jogo todos os dias. A verdade é que o Brasil virou esse jogo.” Não é bem assim!

Temer chegou ao Planalto graças ao impeachment de Dilma Rousseff. Carregava o traquejo de quase três décadas de vida parlamentar —um ativo político que sua antecessora não tinha. Compôs um ministério loteado e convencional. Dizia-se que a mediocridade era necessária para azeitar a aprovação de reformas no Congresso. De repente, sobreveio o grampo do Jaburu. E a maioria parlamentar foi utilizada para congelar denúncias de corrupção. Ou seja: Temer apanhou de si mesmo.

A reforma da Previdência foi para as cucuias. Junto com ela, seguiu para o beleléu a perspectiva de recuperação pujante da economia, dos empregos e das finanças públicas. É nesse contexto que Temer, cercado de auxiliares denunciados, com o sigilo bancário quebrado e com os amigos sentados no banco dos réus, fala aos brasileiros sobre seu governo radioso sem mencionar a corrupção.

Em sua pesquisa mais recente, o Datafolha descobriu que 84% dos brasileiros desejam a continuidade da Lava Jato, operação que vira a biografia de Temer do avesso. E os 70% que desaprovam o presidente rezam para que o seu governo acabe. Até lá, Temer tentará passar a ideia de que faz e acontece. Fará novas poses em horário nobre. Cogita convocar outra cadeia (ops!) de rádio e TV no Dia do Trabalhador. Inútil. Para que as poses surtam efeito, seria preciso que por trás delas existisse uma noção qualquer de ética.

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Aos poucos, PSDB ganha jeitão de bola da vez http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/aos-poucos-psdb-ganha-jeitao-de-bola-da-vez/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/aos-poucos-psdb-ganha-jeitao-de-bola-da-vez/#comments Fri, 20 Apr 2018 19:34:47 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80212

Dois dias depois de defender a tese segundo a qual Aécio Neves deveria sair de fininho da cena pública, abstendo-se de levar a cara as urnas, Geraldo Alckmin foi abalroado pela notícia de que o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil sobre os R$ 10 milhões que o departamento de propinas da Odebrecht repassou para suas campanhas em 2010 e 2014. Apura-se a suspeita de improbidade.

Nos subúrbios do tucanato, aliados de Aécio começaram a dizer que a candidatura presidencial de Alckmin já fazia água antes mesmo de o grão-duque do tucanato de Minas ter virado carga a ser jogada no mar.  A troca de joealhadas ocorre num instante em que o PSDB ganha a reluzente aparência de bola da vez. Com Lula na cadeia, adensou-se a percepção de que forças poderosas tornaram-se impotentes.

Por mal dos pecados, a invulnerabilidade do tucanato vai a pique em plena temporada eleitoral. O réu Aécio, que pretendia reeleger-se senador, não sabe se terá condições de candidatar-se a deputado. Alckmin, que já disputou um segundo turno contra Lula na sucessão de 2006, permanece ancorado na faixa de um dígito nas pesquisas.

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Quando o crime compensa, ele se chama Maluf http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/quando-o-crime-compensa-ele-se-chama-maluf/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/quando-o-crime-compensa-ele-se-chama-maluf/#comments Fri, 20 Apr 2018 07:34:41 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80199

Paulo Maluf, 86, chegou à terceira idade da corrupção. Após violar cofres públicos na mocidade e na maturidade, atingiu a indignidade. Condenado a 7 anos 9 meses de prisão, passou quase 90 dias na Papuda. E pediu misericórdia para um pobre enfermo. Invocando razões humanitárias, o Supremo concedeu-lhe a prisão domiciliar. E Maluf se trata em São Paulo de enfermidades graves —com todo o conforto e a assistência que a malversação pode pagar.

O Supremo agiu bem nesta quinta-feira. Primeiro, o plenário manteve a sentença de Maluf ao indeferir por 6 a 5 o pedido para que a condenação fosse anulada e o julgamento refeito. Depois, o relator Edson Fachin avalizou o despacho de Dias Toffoli, que convertera Maluf em preso domiciliar no mês passado. Os médicos atestam que o quadro do condenado é grave. E o Estado seria incivilizado se fizesse com Maluf o que ele fez com os brasileiros ao se apropriar de verbas que poderiam ter salvado vidas nos hospitais públicos.

Na véspera, ao defender o seu cliente da tribuna do Supremo, Antonio Carlos de Almeida Castro, um dos criminalistas mais caros do país, dissera a certa altura: “Eu fui estudante contra Paulo Maluf nas ruas. Mas há 20 anos não há um inquérito contra ele. Desconheço. Tivemos mensalão, tivemos Lava Jato. Doutor Paulo não é citado. No entanto, o rigor da lei caiu sobre ele. Eu tenho que respeitar, mas me cabe questionar…”

O problema não é soltar Maluf agora, mas não ter passado o personagem na tranca no tempo em que Kakay, seu advogado, descia ao asfalto para bater bumbo por sua punição. Nessa época, Maluf era uma espécie de corrupto oficial do Brasil, capaz de absolver pelo contraste todo o resto da bandidagem. Hoje, Maluf parece um amador perto dos larápios fisgados na Lava Jato —alguns como reincidentes do mensalão.

Maluf foi condenado por desviar verbas na obra da Avenida Águas Espraiadas. Coisa ocorrida há mais de duas décadas, quando era prefeito de São Paulo. Foi denunciado por cinco atos de lavagem de dinheiro. Escondeu a grana malufada em contas no exteriror. Quatro imputações prescreveram. Apenas uma continuava viva, porque um pedaço do tesouro, escondido em 1997, foi descoberto em 2006 —e continuava matematicamente passível de punição.

Graças à infinidade de recursos que o sistema processual oferece aos réus, o processo envelheceu junto com Maluf. Como nem tudo prescreveu, Maluf é submetido, em idade avançadíssima, a uma condenação que deveria ter amargado na ocasião em que seu advogado era um estudante que subia no caixote para atacá-lo. Preferiu protelar. Agora, Maluf paga honorários ao ex-estudante para demonstrar ao Supremo que está muito velho para cumprir pena.

Não é que o crime não compensa. A questão é que, quando ele compensa, muda de nome. Passa a se chamar Paulo Maluf. No momento, uma legião de malufes se esforça para derrubar no Supremo a jurisprudência que permite a prisão de condenados na segunda instância.

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STF privilegiou a ética quatro vezes em 14 dias http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/stf-privilegiou-a-etica-quatro-vezes-em-14-dias/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/stf-privilegiou-a-etica-quatro-vezes-em-14-dias/#comments Fri, 20 Apr 2018 04:40:36 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80196

Os bons costumes começaram a prevalecer no Supremo de forma surpreendente. Nos últimos 14 dias, de cinco decisões da Suprema Corte apenas uma premiou a falta de ética. O tribunal empurrou Lula para a cadeia, manteve Palocci preso, converteu Aécio em réu e negou a Maluf um recurso —embargo infringente— que reabriria o debate sobre sua condenação. A moralidade só não ficou invicta porque a Segunda Turma ressuscitou o ficha-suja Demóstenes Torres, permitindo que ele se recandidate ao Senado.

É importante registrar cada vitória da ética porque certas decisões e opiniões de magistrados dão ao Supremo a aparência de um órgão muito distante, uma Justiça lá longe. O que é angustiante num país como o Brasil, onde o crime é tão perto. Além do impacto que essas decisões mais recentes tiveram nos casos concretos, elas têm reflexos sobre o esforço anticorrupção.

Com Lula, o Supremo reafirmou a regra da prisão na segunda instância. E reaproximou José Dirceu do xadrez. Com Palocci, avalizou as prisões preventivas da Lava Jato. Com Aécio, feriu a invulnerabilidade do tucanato. Com Maluf, agora um preso domiciliar, o Supremo restringiu a hipótese de recursos aos larápios. Tudo foi obtido aos trancos —em geral pelo magro placar de 6 a 5. Uma evidência de que ainda há no Supremo quem se disponha a ser flexível com o roubo. O grande problema é que o brasileiro prefere não ser roubado.

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Vai, Aécio! http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/vai-aecio/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/20/vai-aecio/#comments Fri, 20 Apr 2018 04:22:45 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80193

– Charge do Benett, via Folha.

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Barbosa: ‘Eu ainda não convenci a mim mesmo’ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/barbosa-eu-ainda-nao-convenci-a-mim-mesmo/ http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2018/04/19/barbosa-eu-ainda-nao-convenci-a-mim-mesmo/#comments Thu, 19 Apr 2018 22:59:47 +0000 http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/?p=80191

Aqui, notícia com os detalhes.

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