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PMDB sela acordo anti-PT em 10 cidades na BA

Josias de Souza

11/01/2012 15h03

Progrediu, e muito, a articulação para que PMDB, DEM e PSDB cheguem à eleição de outubro como uma brigada anti-PT na Bahia. O acerto foi pavimentado nas dez maiores cidades baianas. E encontra-se em bom estágio na capital, Salvador.

Comandam a infantaria oposicionista o PMDB de Geddel Vieira Lima, vice-presidente da Caixa, e o DEM do deputado ACM Neto. A dupla Estreita a inimizade movida pelo propósito comum de enfrentar o PT do governador Jaques Wagner.

Participam também do acerto o PSDB, legendas de porte médio como o PR e agremiações miúdas como o PTN. Nos municípios em que houve acerto, vão à cabeça de chapa os candidatos mais bem postos nas pesquisas, independentemente da legenda.

A lista de cidades inclui algumas jóias municipais da coroa baiana. Entre elas Feira de Santana, Vitória da Conquista, Itabuna, Ilhéus e Alagoinhas. Estima-se para março o desfecho do entendimento de Salvador. A coisa esbarrou em 2014.

Tomado pelas pesquisas, ACM Neto seria o nome mais bem posto do grupo para disputar a prefeitura da capital. Ele prefere, porém, resguardar-se para a futura briga pela poltrona de governador do Estado. O diabo é que Geddel ambiciona a mesma cadeira.

Tenta-se costurar o seguinte entendimento: o DEM retira-se de 2012 e apóia o candidato do PMDB à prefeitura de Salvador: Mário Kertész. Em 2014, encabeçaria a chapa quem exibisse o melhor índice de pesquisa: ACM Neto ou Geddel.

Em política, acordos com prazo de validade de 2 anos são convites à traição. Mas essa é outra história. No momento, 'demos' e pemedebês concentram-se na equipagem de um paiol capaz de responder à artilharia do PT na Bahia.

Há, de resto, um complicador adicional. O tucano Antonio Imbassahy também cultiva o projeto de retornar à prefeitura de Salvador. Está em segundo nas pesquisas. Porém, o mais provável é que se renda ao entendimento que o exclui.

Por quê? Unido apenas ao DEM, o PSDB não iria longe. Sozinho, não chegaria a lugar nenhum. Afora os entraves políticos, Imbassahy arrosta uma dificuldade monetária. É baixa, baixíssima sua capacidade de atrair doadores para uma cruzada solitária.

Enquanto a oposição tenta se ajeitar em cena, o PT já levou ao palco seu candidato a prefeito de Salvador. Será o deputado federal Nelson Pelegrino. Escora-se no apoio de Wagner e na perspectiva do suporte de Dilma Rousseff e Lula.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na ''Folha de S.Paulo'' (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro ''A História Real'' (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de ''Os Papéis Secretos do Exército''.

Sobre o blog

A diferença entre a política e a politicagem, a distância entre o governo e o ato de governar, o contraste entre o que eles dizem e o que você precisa saber, o paradoxo entre a promessa de luz e o superfaturamento do túnel. Tudo isso com a sua opinião na caixa de comentários.

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