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Dilma rechaça impeachment. Mas quem pediu?

Josias de Souza

09/03/2015 20h04

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Nas pegadas do panelaço de domingo, Dilma Rousseff insinuou que os críticos do seu governo sonham com um "terceiro turno". Disse que o impeachment representaria uma "ruptura democrática". Beleza. Agora falta mencionar o nome de um brasileiro sério que queira escorraçar madame do Planalto.

Principal voz da oposição, Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, posiciona-se contra: "Não adianta nada tirar a presidente." Excetuando-se o folclórico deputado Jair Bolsonaro, ninguém fala em impeachment na cena política —só Dilma e o petismo pronunciam a palavra. Tratar a irritação social como tentativa de golpe pode ser o caminho mais curto entre a sala-de-estar da classe média e as ruas.

Sobre o autor

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na ''Folha de S.Paulo'' (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro ''A História Real'' (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de ''Os Papéis Secretos do Exército''.

Sobre o blog

A diferença entre a política e a politicagem, a distância entre o governo e o ato de governar, o contraste entre o que eles dizem e o que você precisa saber, o paradoxo entre a promessa de luz e o superfaturamento do túnel. Tudo isso com a sua opinião na caixa de comentários.

Josias de Souza