Blog do Josias de Souza

Filho de Bolsonaro critica membro da transição

Josias de Souza

Subiu no telhado a permanência do empresário Marcos Aurélio Carvalho, sócio da agência AM4, na equipe de 28 assessores que cuidam da transição para o governo de Jair Bolsonaro. Dois dias depois de ser nomeado, com salário de R$ R$ 9,926,60, ele foi torpedeado pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro.

Filho do presidente eleito, Carlos ironizou numa rede social o conteúdo de reportagem na qual Marcos apresentou-se como marqueteiro digital, oferecendo-se para atuar como “conselheiro informal” de Bolsonaro durante o mandato presidencial.

“Marketeiro digital?”, indagou Carlos Bolsonaro no Twitter, antes de insinuar que seu alvo tenta tirar uma casquinha do prestígio do pai: “Tem uma galera que não se cansa de querer aparecer e usando títulos que não refletem em uma linha de verdade! Todo mundo querendo se dar bem de algum jeito!”

Chamado por Jair Bolsonaro de “Zero Dois”, Carlos gerencia as redes sociais do pai. Na campanha, a AM4, empresa de Marcos Carvalho, recebeu R$ 650 mil para cuidar da estratégia digital do então candidato.

A reportagem que abespinhou Carlos Bolsonaro foi publicada na edição desta quarta-feira de O Globo. Sob o título “Marqueteiro digital da campanha de Bolsonaro deve virar conselheiro informal”, a notícia informa que Marcos Carvalho trabalharia na tansição na área de comunicação. No texto, o personagem manifesta o desejo de continuar aconselhando Bolsonaro após a posse, sem ocupar nenhum cargo.

“Acho que não (teria cargo)”, afirmou Marcos Carvalho. “É um ritmo diferente, tenho família, sou pai de três filhos. Uma coisa é assumir um compromisso de dois meses, outra é assumir um de quatro anos. Mas me sentiria à vontade em dar conselhos, me sentiria prestigiado se alguém me chamasse para dar qualquer tipo de conselho.”

A julgar pela reação do “Zero Dois”, é improvável que Marcos Carvalho continue fornecendo seus conselhos mesmo nesta fase de transição. O empresário havia se integrado ao grupo a convite de Onyx Lorenzoni, coordenador da equipe e futuro chefe da Casa Civil de Bolsonaro.