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PSL cogita antecipar eleição de líder na Câmara

Josias de Souza

21/10/2019 03h03

Apoiador de primeira hora da campanha presidencial de Bolsonaro, Waldir agora o chama de 'vagabundo'

Um grupo de deputados federais do PSL articula a escolha de um novo líder na Câmara por meio de eleição direta. A eleição ocorreria apenas no final de dezembro. A ideia é antecipá-la. Participam do movimento inclusive deputados que assinaram na semana passada o abaixo-assinado que manteve no posto de líder o Delegado Waldir (GO), frustrando a tentativa de Jair Bolsonaro de acomodar o filho Eduardo (SP) na liderança do partido. Busca-se agora um terceiro nome.

A articulação foi confirmada ao blog por dois deputados do PSL. Um terceiro, o vice-líder Coronel Tadeu (SP), expôs a essência do que vem sendo discutido em privado num vídeo postado nas redes sociais neste domingo (assista abaixo). Na peça, o deputado declara que, embora exista um acordo para que a troca de líder ocorra apenas no final do ano, "há motivo lógico e plausível [para] que esse compromisso seja quebrado."

Um dos signatários da lista de apoiadores de Waldir na queda de braço com o filho do presidente, o coronel Tadeu afirma que "as divergências acerca de quem deve conduzir a liderança do PSL na Câmara devem ser resolvidas democraticamente, em eleições claras e abertas, e não por imposição de quem quer que seja" numa guerra de listas.

Apoiadores de Waldir avaliam que ele extrapolou ao chamar Bolsonaro de "vagabundo", prometendo "implodir" o governo. Grampeado por um colega em reunião fechada, o líder renovou o insulto ao presidente diante das câmeras. Tachados nas redes sociais de traidores do presidente, alguns deputados sentiram a necessidade de realçar que a briga pela liderança não faz dos opositores de Eduardo Bolsonaro inimigos do governo do pai dele.

A despeito dos esforços, não há, por ora, evidências de que a pacificação do PSL esteja próxima. O grupo pró-Eduardo Bolsonaro não desistiu da ideia de içá-lo à liderança. E a eventual escolha de um terceiro nome não dissolverá o núcleo da controvérsia: uma briga entre Jair Bolsonaro e Luciano Bivar, o presidente do PSL, pela chave do cofre que guarda os R$ 113 milhões do fundo partidário.

 – Atualização feita às 11h47 desta segunda-feira: Em nova reviravolta, o Delegado Waldir jogou a toalha e Eduardo Bolsonaro virou líder do PSL na Câmara.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o autor

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na ''Folha de S.Paulo'' (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro ''A História Real'' (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de ''Os Papéis Secretos do Exército''.

Sobre o blog

A diferença entre a política e a politicagem, a distância entre o governo e o ato de governar, o contraste entre o que eles dizem e o que você precisa saber, o paradoxo entre a promessa de luz e o superfaturamento do túnel. Tudo isso com a sua opinião na caixa de comentários.

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