Blog do Josias de Souza

Bolsonaro tem bancada oculta e ‘guerrilha virtual’
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Josias de Souza

Frustradas as tentativas de firmar alianças, Jair Bolsonaro se equipa para realizar uma campanha solo. Pra tentar se vacinar contra a pecha de sectário, compõe uma bancada suprapartidária de apoiadores ocultos. E espera contar com uma “guerrilha virtual” de internautas dispostos a defendê-lo espontaneamente dos ataques que receberá de adversários durante a campanha.

“Nossa bancada já soma 112 parlamentares”, disse ao blog o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), articulador de Bolsonaro no Legislativo. “Está em curso um movimento que vai nos permitir, até 8 de agosto, anunciar o apoio de algo como 150 parlamentares, talvez um pouco mais.” Os congressistas se achegam a Bolsonaro com o compromisso de que seus nomes sejam mantidos em sigilo pelo menos até um eventual segundo turno. Leva o rosto à vitrine quem quer.

Bem posicionado nas pesquisas, Bolsonaro dispõe de algo como sete segundos no horário eleitoral. Não terá como responder no rádio e na TV a eventuais ataques de rivais com mais tempo de propaganda. Embora reconheça que o nanismo eletrônico é preocupante, Lorenzoni acredita que Bolsonaro conseguirá superar o obstáculo.

“Ele tem um impressionante volume de apoiadores na faixa etária dos 16 aos 24 anos”, afirmou o deputado. “Essa gurizada realiza um trabalho muito forte na internet. Coisa espontânea, voluntária. É uma verdadeira guerrilha virtual a favor do Bolsonaro. Defende o candidato de forma apaixonada. Isso tem e continuará tendo um poder muito grande na campanha.”

O repórter recordou a Lorenzini que, na sucessão de 2014, a candidatura de Marina Silva foi passada no moedor pelo marketing da campanha petista de Dilma Rousseff. O deputado avalia que Bolsonaro não corre o mesmo risco. “Até a eleição passada, alguns partidos ainda gozavam de credibilidade. Hoje, a sociedade não acredita em nenhum partido tradicional. As pessoas tendem a desacreditar de qualquer coisa que venha dos partidos políticos.”

Por que a bancada pró-Bolsonaro é oculta? “Temos um compromisso de confidencialidade com cada um”, declarou Lorenzoni. “Desde novembro do ano passado, fizemos 11 cafés da manhã, almoços e jantares de parlamentares com o nosso candidato. Foram filmados e fotografados. Dizia-se que um governo do Jair Bolsonaro não teria governabilidade. Pois já termos do nosso lado 112 parlamentares. Teremos 150 até 8 de agosto. Há apoiadores de todos os partidos, exceto do PT, PCdoB e PDT.”

Lorenzoni prosseguiu: “A confidencialidade é necessária porque não queremos criar problemas para os parlamentares em seus partidos. Há três tipos de apoiadores: os que declaram sua opção abertamente; os que evitam se expor em respeito às alianças dos seus partidos, mas liberam seus grupos para fazer campanha pelo Bolsonaro; e os que se comprometem a arregaçar as mangas no segundo turno. Não tenho dúvidas de que, uma vez eleito, o Jair Bolsonaro terá uma base de 350 parlamentares.”


Centrão trata aliança política como um negócio
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Josias de Souza

Desde que a Lava Jato estilhaçou lideranças e partidos, o noticiário político migrou da editoria de política para a de polícia. A costura das coligações para 2018 exige um novo arranjo. O melhor lugar para veicular as notícias sobre a sucessão presidencial é, no momento, a sessão de economia e negócios.

Valdemares, Jeffersons e outros azares, que já passaram ou ainda vão passar pela cadeia negociam com os candidatos como se fossem executivos de empresas falidas que ainda detêm um espólio valioso no mercado eleitoral: tempo de propaganda no rádio e na TV.

O centrão farejou no mercado uma oportunidade de negócios. O grupo reuniu num mesmo cesto todo o tempo de que dispõem no horário eleitoral. E encostou seus interesses inconfessáveis nos projetos de Geraldo Alckmin e Ciro Gomes.

Com ares de quem brinca de cubos, os candidatos negociam suas alianças com os mesmos métodos que deram no mensalão e na Lava Jato. Logo, logo o lema da bandeira —“Ordem e Progresso”— será substituído por negócio é negócio.


Centrão exige até o retorno do imposto sindical
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Josias de Souza

São insaciáveis, como se sabe, os apetites do centrão. A ressurreição do imposto sindical é um dos interesses levados à mesa na negociação do apoio a Geraldo Alckmin (mais provável) ou a Ciro Gomes. Deve-se a exigência ao deputado Paulinho da Força, chefe do Solidariedade, uma das legendas que integram o grupo, ao lado de PR, PP, DEM e PRB.

O imposto sindical obriga trabalhadores a entregarem um dia de trabalho para os sindicatos. A obrigatoriedade foi extinta pelo Congresso na votação da reforma trabalhista do governo Temer. Cacique da Força Sindical, Paulinho e sua tribo querem restabelecer a teta. Com isso, continuariam desobrigados de prestar serviços cuja qualidade estimule o trabalhador a levar a mão ao bolso voluntariamente.

A Procuradoria e a Polícia Federal revelaram na Operação Registro que o Solidariedade, partido de Paulinho, era sócio do PTB no balcão em que operava a quadrilha de venda de registros de sindicatos no Ministério do Trabalho. Numa única transação, o documento saiu por R$ 4 milhões.

Não é difícil compreender as razões que levam Paulinho a pegar em lanças pela volta do imposto sindical. Entre elas não está a defesa dos interesses dos trabalhadores, dos quais 13 milhões encontram-se no olho da rua. Mas muitos eleitores talvez considerem imcompreensível que os candidatos que cortejam o apoio do centrão dêem asas à desfaçatez.


Sujos e mal lavados do centrão montam o palco
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Josias de Souza

Os partidos do centrão assumiram o comando das arrumações nos bastidores da sucessão de 2018. A cortina ainda está fechada. Mas já se ouve da plateia o ruído abafado da montagem do palco. Nesta quinta-feira, sujos e mal lavados da política se reúnem na casa funcional do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para refinar o processo de escolha de um protagonista para sua trama. Disputam o tempo de TV e o amor do centrão Ciro Gomes e Geraldo Alckmin. Ex-presidiário do mensalão, Valdemar Costa Neto, que no espetáculo faz o papel de dono do Partido da República, assumiu o papel de cupido.

Deve-se a Valdemar a perspectiva de reunificação do centrão. O personagem desgarrara-se do grupo para negociar uma aliança com Jair Bolsonaro. Fracassada a tentativa, comunicou aos velhos parceiros que está de volta. Como já foi alvejado pela língua de Ciro, Valdemar tem uma leve queda por Alckmin. Mas informou aos congêneres que topa qualquer negócio, desde que o empresário Josué Gomes da Silva, filiado ao PR, seja acomodado na posição de candidato a vice-presidente. Conforme já noticiado aqui, Josué já havia se colocado à disposição do grupo.

Participam dos entendimentos, além de Rodrigo Maia e do notório Valdemar, o senador Ciro Nogueira (PP), réu na Lava Jato, Paulinho da Força (SD), alvo de inquérito criminal no Supremo, Marcos Pereira (PRB), também pendurado na Lava Jato e ACM Neto (DEM). Consolidou-se entre eles o desejo de que seus respectivos partidos negociem os dotes eletrônicos de maneira unificada.

Fala-se muito em coalizão partidária e programa de governo. Mas a ausência de ideias denuncia, por assim dizer, o embuste. Ganha trinta segundos no horário eleitoral quem for capaz de explicar o que une o centrão além do propósito de invadir cofres públicos. Se alguém não estiver ligando o nome à pessoa, basta recordar que o grosso do atual centrão fez as vezes de milícia parlamentar de Eduardo Cunha, esticando-lhe o mandato e acompanhando-o até a porta da cadeia.

Com poucas variações, esse mesmo condomínio parlamentar dá as cartas há muito mais tempo do que o Tesouro Nacional poderia suportar. Sob FHC, a convivência com a intelectualidade tucana proporcionou ao centrão um excelente merchandising. Sob Lula, o Planalto de fachada operária resultou em ótimos negócios. Sob Dilma, o centrão desistiu de terceirizar o poder ao petismo. Substituiu a preposta de Lula, sem talento para a administração do balcão, por Michel Temer, especialista na matéria.

Nem as almas mais ingênuas acreditariam que partidos identificados com o suborno, o acorbertamento, o compadrio, o patrimonialismo e o fisiologismo percorrem os bastidores das negociações presidenciais com a disposição de passar os próximos anos dedicando-se a outra atividade que não seja a perpetuação dos vícios. Pode demorar mais alguns dias para acomodar todos em suas marcas e decidir quem, afinal, vai levar o tempo de TV do bloco.

Quando a cortina finalmente for aberta, a primeira cena deve ser divertida. Alguém virá à boca do palco para anunciar: “Nós apoiaremos…” Ao fundo, a platéia enxergará os dois candidatos ajustando suas perucas e escolhendo o nariz que utilizarão na campanha.

– Atualização feita às 14h03 desta quinta-feira (19): Após reunião na casa oficial do presidente da Câmara, o centrão informou, por meio de ACM Neto, que adiou para a semana que vem a decisão sobre o candidato a ser apoiado pelo grupo. Permanece a indagação: Alckmin ou Ciro?


Alckmin com PTB: a ética rifada por 33 segundos
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Josias de Souza

Expurgado do Ministério do Trabalho sob denúncias de corrupção, o PTB procura novas oportunidades no mercado da baixa política. Em reunião de sua Executiva Nacional, a legenda do ex-presidiário do mensalão Roberto Jefferson formalizou sua decisão de se aninhar sob as asas do tucano Geraldo Alckmin. O presidenciável do PSDB declarou-se “muito feliz”.

“Vamos juntos construir o Brasil que queremos”, exultou Alckmin no Twitter. Em entrevista, o candidato deu a entender que o Brasil dos seus sonhos é um país pendente de reformas —reforma política, tributária, previdenciária… reforma do próprio Estado. Alckmin disse que precisa de um “time”, pois “ninguém faz política sozinho”. O diabo é que o PTB está mais para entulho do que para mão de obra.

Nos governos do PT, o aliado de Alckmin interessava-se por negócios em estatais como os Correios e pelos mimos financeiros que levaram ao mensalão. Até hoje Jefferson não contou como distribuiu a valeriana de mais de R$ 4 milhões que Delúbio Soares, o ex-gestor das arcas do PT, mandou o ''carequinha'' lhe entregar. Sob Michel Temer, o PTB assumiu o balcão em que se vendiam registros de sindicatos por cifras que também roçavam os R$ 4 milhões.

Alckmin realçou que a adesão do PTB veio por decisão unânime da Executiva. Verdade. Compuseram a unanimidade a deputada Cristiane Brasil, impedida pela Justiça de assumir o Ministério do Trabalho, e o ex-ministro Helton Yomura, que acaba de ser ejetado do comando da pasta por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo.

Acusados de envolvimento no escândalo de comercialização de certificados sindicais, Cristiane e Yomura tiveram de pedir autorização ao Supremo para participar da reunião que encostou o PTB na candidatura de Alckmin. De plantão na Suprema Corte, Celso de Mello consentiu. Mas impôs condições à dupla.

Proibidos de manter contatos com outros investigados —Roberto Jefferson, por exemplo— Cristiane e Yomura não poderiam permanecer no ambiente partidário senão pelo prazo de duração do encontro. Mais: Celso de Mello ordenou que ambos preparem, no prazo de 72 horas, relatórios capazes de demonstrar “a precisa correlação entre a sua participação na reunião partidária e o desempenho de sua função como membro da Executiva Nacional do PTB''.

Ao guindar um partido apodrecido como o PTB à condição de membro do “time” que o ajudará na campanha e no governo, Geraldo Alckmin, ele próprio encrencado noutras investigações, converte o vocábulo “reformas” num outro nome para conversa fiada.

Descontado o lero-lero, o que conta no momento são os 33 segundos que o PTB irá adicionar no tempo de propaganda eleitoral televisiva a ser usufruído por Alckmin. É esse o preço da ética tucana: pouco mais de meio minuto no horário eleitoral. A vitrine eletrônica e a coligação do PSDB devem ser amplas. Onde entra um PTB, cabe qualquer outra coisa.


Isolado, Jair Bolsonaro radicaliza a pose de puro
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Josias de Souza

Jair Bolsonaro chega à antessala da eleição numa situação paradoxal. Cavalgando o desalento do eleitorado, foi guindado ao topo das pesquisas. Mas não consegue compor uma coligação que lhe forneça estrutura de campanha e tempo na propaganda eleitoral do rádio e da TV. Tentou uma coligação suja com o PR do ex-presidiário do mensalão Valdemar Costa Neto. Não prosperou. Projetou uma chapa verde-oliva, com o general Augusto Heleno na vice. O nanico PRP, partido do general, vetou o arranjo.

Submetido a um isolamento, Bolsonaro reage com esperteza. Ele faz pose de candidato puro e fala o que o eleitor quer ouvir. Diz coisas definitivas. Por exemplo: “Vou governar sem toma-lá-dá-cá.” Mas não define muito bem as coisas, abstendo-se de informar como faria para lidar com um Congresso onde não há inocentes, apenas culpados e cúmplices.

Mantido esse quadro, Bolsonaro terá menos de 10 segundos para vender seu peixe na propaganda do horário eleitoral. Ele avalia que derrotará estruturas partidárias tradicionais promovendo uma guerrilha eletrônica na internet. Não será fácil. Mas suponha que dê certo. Nessa hipótese, vai ao Planalto um filiado do nanico PSL. O Congresso será igual ao atual —se não for pior. De duas, uma: ou capitão bate continência ou será mais um presidente com a cabeça a prêmio.

No Brasil, os congressistas desenvolveram uma tecnologia para derrubar presidentes. Dos quatro que foram eleitos diretamente desde a redemocratização, caíram dois. A taxa de mortalidade é de 50%.


MBL atira em Lula no TSE e acerta o próprio pé
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Josias de Souza

Preso e inelegível, Lula é um presidenciável de gogó. Sua candidatura só existe nos movimentos de garganta do PT. Ainda assim, Kim Kataguiri e Rubens Nunes, membros do MBL, acharam que seria uma boa ideia pedir ao TSE que sepultasse desde logo a hipotética pretensão de Lula. De plantão na Corte Eleitoral, a ministra Rosa Weber decidiu o óbvio: não há como barrar o que ainda não existe.

Em despacho, Rosa escreveu: “A possibilidade de arguição preventiva e apriorística de inelegibilidade do requerido [Lula], ainda sequer escolhido em convenção partidária, e cujo registro de candidatura presidencial nem mesmo constituiu objeto de pedido deduzido por agremiação partidária […] em absoluto encontra ampara no ordenamento jurídico pátrio.”

Abre parêntese: em outubro de 2015, ainda na condição de presidente, Dilma Rousseff virou piada ao sugerir, em discurso na ONU, que seria de grande utilidade o desenvolvimento de uma tecnologia para “estocar o vento.” A cena pode ser revista no vídeo abaixo. Fecha parêntese.

Mal comparando, os rapazes do MBL defendiam em sua petição que o TSE aprisionasse uma candidatura de vento, que o PT tenta manter estocada pelo menos até o prazo limite de registro na Justiça Eleitoral: 15 de agosto. E Rosa Weber esclareceu que a sandice não é a melhor forma de combater uma maluquice.

Enquanto o petismo estiver armazenando vento, não há o que fazer. Quando o partido realizar sua convenção nacional e solicitar formalmente ao TSE um pedido de registro do seu candidato ficha-suja, aí sim, será o momento de interromper a ventania.

A iniciativa do MBL revelou-se um tiro no pé. Os rapazes ajudaram a manter nas manchetes a candidatura cenográfica que gostariam de combater. A defesa de Lula adorou.


PT compara Lula a Mandela e insiste: ‘Vai voltar’
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Josias de Souza

Em vídeo veiculado nesta quarta-feira, o Partido dos Trabalhadores aproveitou uma efeméride celebrada mundialmente —os 100 anos de Nelson Mandela— para lamentar uma tragédia partidária —os 100 dias de prisão de Lula. Confundindo crença com credulidade, o petismo comparou o encarceramento de Lula —por corrupção e lavagem de dinheiro— à prisão política de Mandela, motivada por sua luta contra o regime de segregação racial que conspurcava a África do Sul.

O novo vídeo do PT tem motivações político-religiosas. Em privado, os petistas admitem que a foto de Lula não deve constar das urnas de 2018, pois a condenação em segunda instância a 12 anos e 1 mês de cadeia no caso do tríplex fez dele um ficha-suja inelegível. Em público, porém, os companheiros se comportam como se a dúvida não fizesse parte do credo do PT.

Alimentado-se da certeza de que seu único líder é uma potência moral que não deve contas senão à sua própria noção de superioridade, o PT sustenta na peça publicitária que, assim como Mandela, Lula foi “perseguido”, “condenado” e “preso” sem ter cometido “nenhum crime”. E reitera a previsão dogmática segundo a qual o presidiário “vai voltar para ser presidente.”

Há muitas diferenças entre Lula e Mandela. A principal é que a biografia do líder sul-africano não inclui a corrupção. Nela, não há vestígio de máculas como o mensalão e o petrolão, os dois escândalos que tisnaram as presidências de Lula. Mandela tampouco foi contemplado com mimos semelhantes aos que foram providos por logomarcas como a Odebrecht.

Mandela foi à Presidência por motivações altruístas. Lula gostaria de voltar por razões menos nobres. A explicação está no parágrafo 4º do artigo 86 da Constituição Federal. Anota o seguinte: “O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.”

Traduzindo para o português do asfalto: eleito, Lula não poderia responder por crimes praticados antes do início do mandato. Iriam para o freezer outras condenações que estão por vir. Entre elas a sentença que nascerá do processo em que Lula é acusado de receber de presente da Odebrecht o apartamento contíguo ao seu, em São Bernardo.

Nessa ação criminal, a defesa de Lula sustenta que o proprietário do imóvel é Glaucos da Costamarques, um parente do seu amigão José Carlos Bumlai. Apontado pelos procuradores da Lava Jato como “laranja”, Glaucos declarou em depoimento a Sergio Moro que Lula ocupava o imóvel desde 2011 sem pagar um níquel. Só começou a desembolsar o aluguel no final de 2015, depois que Bumlai foi em cana.

A analogia esboçada no vídeo ofende a memória do morto e a inteligência dos vivos. O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído de Mandela se revirando no túmulo.